Saiba quais tecnologias vindas da Apollo 11 são usadas até hoje

O lançamento da missão Apollo 11, que levou o homem à Lua pela primeira vez, completou 50 anos nesta terça-feira (16). Mas, para que ocorresse esse momento histórico, foram necessários vários estudos e o desenvolvimento de tecnologias.

Controles digitais de voo
Assim que foi iniciado o programa Apollo, os pilotos controlavam os aviões de modo mecânico, com cabos e hastes. Para evitar o erro humano e ter um voo mais preciso ao pousar na Lua, a Nasa contratou a Draper Laboratories para construir um sistema de orientação por computador. Como é digital, o computador pôde fazer o uso de software complexo e armazenar grandes quantidades de dados. Após a missão Apollo, a Nasa e seus parceiros adaptaram para uso de aviões e agora é comum.

Segurança alimentar
Uma das maiores preocupações da Nasa, era garantir que os astronautas se alimentassem sem correr o risco de serem infectados e ficar doentes. Para isso, contratou a Pillsbury, companhia alimentícia. A empresa desenvolveu um método para assumir todo o processo de fabricação, desde a matéria-prima até a distribuição dos alimentos.
Nomeado de sistema de HACCP (Análise de Perigos e Pontos Críticos de Controle), estava pronto tanto paras missões à Lua quanto implantado na própria empresa. Atualmente, o governo dos EUA exige que produtores de carne, aves, frutos do mar e sucos usem os procedimentos HACCP.

Cobertores espaciais
A agência espacial descobriu que, ao inserir camadas múltiplas de myler – forte película de poliéster que tem resistência térmica e propriedades de isolamento -, poderia desenvolver um isolamento térmico muito mais eficiente. Desde então, a Nasa começou a dominar a tecnologia, melhorando técnicas de fabricação e procedimentos de testes. O isolamento térmico tem sido usado na maioria das espaçonaves e roupas da Nasa desde que foi criado.

Aparelhos auditivos recarregáveis
A tecnologia de baterias de aparelhos auditivos não surgiu durante as missões Apollo, mas foi resultado de estudos durante o programa e foi lançada em 2013. A tecnologia surgiu após a agência espacial querer transformar as baterias que foram usadas no módulo lunar em recarregáveis. As pilhas de aparelhos auditivos sempre foram descartáveis, pois as baterias de zinco são fabricadas em tamanho menor que não exige uma recarga, e sim, uma troca. E, então, uma empresa fundada em 1996, pegou o ponto interrompido pela Nasa e desenvolveu a bateria de prata-zinco.

A bateria de para-zinco tem energia suficiente para durar um dia inteiro e pode ser recarregada mais de mil vezes sem perder o desempenho, além de serem recicláveis. A agência espacial pretende desenvolver mais tecnologia com as próximas missões Artemis – que planeja levar uma mulher à Lua-, como novos objetivos e explorações a longo prazo.

Fonte: R7

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